O Satélite Starlink e a Internet do futuro

http://www.secom.ba.gov.br/modules/destaques/uploads/1492024547RIACHAOJACUIPE728x90pxcopy.jpg

O empresário Elon Musk, através de sua empresa aeroespacial SpaceX, criou em 2015 o projeto de Internet Starlink. Recentemente o Starlink está cada vez mais ganhando notoriedade no mercado, com o objetivo de fornecer cobertura de Internet para todo o mundo, com um menor custo e grande eficácia. O projeto visa grande penetração em regiões que possuem fraca conectividade banda larga e com pouca possibilidade de implementação de estrutura física.

Ele realiza sua transmissão de dados por meio de lasers, o que permite atingir velocidades comparadas à Internet de fibra óptica, por isso a sua promessa de alta conectividade e alcance. Sua autorização para começar a operar foi cedida em 2018 e já possui mais de mil satélites na órbita terrestre. A expectativa da empresa é que sejam enviados até 12 mil satélites para o espaço nos próximos anos, chegando a uma constelação de até 42 mil, número que conseguiria atender todo o mundo.

Com os lançamentos mais recentes, a SpaceX se tornou a maior operadora de satélites do mundo e já possui planos de se tornar uma operadora de telecomunicações, provendo serviços de voz e banda larga para os clientes.

Os brasileiros já conseguem realizar um pré-cadastro no site da empresa para solicitar um plano de Internet, fazendo uma reserva no valor de 99 dólares, porém não especificam muitos detalhes sobre o serviço. Segundo os responsáveis, no fim de 2021 o serviço já estará disponível no país, mas depende da autorização da Anatel para execução dos serviços.

Logo após o seu lançamento, por ainda estarem perto da terra e por isso refletirem a luz solar, é possível que os satélites ejetados sejam vistos a olho nu, reproduzindo um ‘trem de luz’ no espaço. No início deste ano já houve relatos de brasileiros conseguindo enxergá-los em diversas partes do país, no início e fim do dia.

Justamente pela possibilidade de visibilidade na terra, alguns astrônomos criticam a ideia do projeto por atrapalhar ações de estudo e observação do espaço. A produção de lixo espacial também é um ponto levantado, porém a empresa alega que a baixa altitude na qual os satélites circulam, faz com que eles sejam puxados pela atmosfera e queimados quando deixam de ter utilidade, o que não causaria a produção de lixo.

Quem tiver interesse em acompanhar os satélites no espaço, através do ‘Find Starlink’ – site e aplicativo disponível para celular – é possível acompanhar a trajetória dos objetos lançados na órbita terrestre.

 

FONTE:https://www.usetelecom.com.br/o-satelite-starlink-e-a-internet-do-futuro/?utm_campaign=e-mail_mkt_-_starlink_pt4&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

PATRICIA LANE

Patricia Lane é formada em Letras pela UFBA, pós graduada em Estudos Linguísticos e literários, Gestão Escolar, Coach e Mentoria e MBA em Direção de arte, tv e vídeo. Atua como palestrante na área de Oratória e Gestão de Carreira, apresentadora de tv e jornalista politica DRT 006213/BA