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Salvador, a cidade de todos os santos, todas as cores, todos cantos e todos os ritmos inaugura o seu mais novo espaço cultural dedicado exclusivamente a musicalidade.

“A Cidade da Música da Bahia”, um museu instalado no histórico Casarão de Azulejos Azuis, localizado no bairro do Comercio, ao lado dos dois mais visitados cartões postais de Salvador, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, foi inaugurada na última quinta-feira (23. 09).

A visitação pode ser feita de terça a domingo, através de agendamentos entre os horários das 10h às 17h.

O ingresso para visitação custa R$ 20 a inteira, e R$ 10 para estudantes e moradores de Salvador, através de comprovação.

São mais de 1.900 m² de área, com quatro andares, o espaço possui hall de entrada, bilheteria, salão de estar, café, loja, biblioteca, midiateca, além das salas de exposições e um estúdio de gravação. Tudo com alta tecnologia para proporcionar um verdadeiro mergulho no passado, presente e futuro da produção sonora da primeira capital do Brasil.

A visitação pode ser feita por meio do próprio smartphone do visitante, a partir do sistema da Cidade da Música, acessado, através de QR Code e preenchendo um cadastro. O espaço oferece serviço de wi-fi gratuito.

Todo o acervo do museu é 100% audiovisual, com curadorias de Antonio Risério e Gringo Cardia.

 

O primeiro andar retrata bairros da cidade e suas músicas, histórias, depoimentos e novas tendências.

O segundo andar, que possui ilustrações gigantes de fragmentos da pintura modernista de Genaro de Carvalho, abriga nove cabines de vídeos, além de três salas: A Magia da Orquestra, que exibe conteúdo voltado para a música clássica; A Nova Música da Cidade, com conteúdo de grupos novos, cantores em ascensão e grupos periféricos de música; e Quem Faz a Música da Bahia, que mostra 260 depoimentos das pessoas mais importantes e representativas da música baiana.

 

O último pavimento da Casa da Música da Bahia oferece muito entretenimento interativo. Há três salas de karaokê com gravação de clipes; Uma sala que mostra vídeos de vários rappers, trappers e poetas de todo o Brasil, com espaço para o visitante recitar seu rap ou poesia, jogos da memória sobre a música baiana, perguntas e respostas baseadas na exposição e instalações interativas que simulam mesa de som, além de exibições de documentários e espaço especial de demonstração de um set de percussão, que também foi desenhado para ser um estúdio de gravação.

“A Cidade da Música da Bahia” retrata toda essa efervescência cultural que temos em Salvador, de sermos a cidade da música do Brasil e do mundo, título dado pela Unesco.

 

O visitante conseguirá ver toda a história desta música da cidade de Salvador, das 33 regiões da capital, com suas vertentes e gêneros. Um lugar onde é possível entender como se formou a música na cidade.

O artista e arquiteto Gringo Cardia, referência mundial em cenografia e também o curador da Casa do Carnaval, na Praça da Sé, se preocupou em retratar no museu, histórias de grandes e novos artistas, além de nomes que fazem músicas nos bairros da capital baiana. “Um espaço para conhecer e vibrar com os ritmos e as tribos que fazem a história da música da Bahia.

O baiano já nasce com o dom da música”, declarou o curador sobre o novo espaço cultural.

O equipamento possui um vasto acervo para proporcionar um mergulho no passado, presente e futuro da música produzida na primeira capital do Brasil.

O Cidade da Música da Bahia funciona em um casarão que foi tombado em 30 de julho de 1969 e passou por recuperação, realizada pela Prefeitura de Salvador.

 

O local é um indutor de turismo riquíssimo para Salvador, não há dúvida nenhuma que pessoas do Brasil e de fora do país vão querer vir conhecer o museu. Por tudo que retrata, por toda a história musical da Bahia.

Também está sendo construído ao lado do Cidade da Música, o Museu da História da Cidade, com um dos arquivos públicos mais importantes do Brasil:

“Queremos interligar todos estes quatro equipamentos culturais para que as pessoas possam assim visitar e preservar a história não só de Salvador, mas do país, já que somos sua primeira capital. O nosso arquivo público é um dos mais importantes da América do Sul. Nós temos, por exemplo, os primeiros 200 anos das casas legislativas da nação. Então, essa região tem a estratégia de impulsar o turismo”, destacou o curador 

“Um espaço para conhecer e vibrar com os ritmos e as tribos que fazem a história da música da Bahia.

O Casarão de Azulejos
Apesar de tombado em 1969, a história do Casarão dos Azulejos Azuis é mais antiga. Não há informações precisas sobre as origens do sobrado. Acredita-se que tenha sido construído entre 1851 e 1855. De lá para cá, o imóvel passou por diversas transformações, abrigando o Hotel Muller, ainda no século XIX, e até o supermercado Paes Mendonça na segunda metade do século XX.

As intervenções no Casarão dos Azulejos Azuis tiveram investimento de quase R$ 8 milhões, provenientes de financiamento junto à Corporação Andina de Fomento (CAF), através do Programa de Requalificação Urbana de Salvador (Proquali). Para efetivar as obras de recuperação no lugar que agora passa a abrigar a Cidade da Música da Bahia, a Prefeitura promoveu estabilização do imóvel, em 2017.

De lá pra cá, uma grande operação foi realizada para abrigar a estrutura de alta tecnologia que vai oferecer experiências inéditas aos visitantes.

Vale a pena conferir…