ASPROLF fala sobre o inicio do ano letivo em 2019.

Diante das dificuldades enfrentadas pela secretaria de educação do município de Lauro de Freitas, nos primeiros dias do ano letivo de 2019, gostaríamos de entender a posição da Asprolf. E para isso, procuramos o professor Valdir Silva, presidente da instituição, para responder algumas questões. Vejam a entrevista:

1 – O ano letivo de 2019 começou com resistência de algumas gestoras, a que se deve esse fato?

A principal resistência fazia referência à formação dos gestores que passaram pela consulta pública e suas nomeações. E a ASPROLF cobrou do executivo e tanto a formação como a nomeação e posse já aconteceram. E o que falta agora é a pendência de 7 escolas, que não passaram pela consulta.

2 – Temos observado que algumas escolas estão relutando a implantar a rotina da escola exigindo o retorno de alguns funcionários. Isso é direito das gestoras ou não?

As gestoras escolares têm sido fundamental para que se implemente a qualidade da educação nas escolas municipais. Por isso, a preocupação de em tempo hábil completar o quadro de funcionários da unidade de ensino, porque essa qualidade acontece com a presença completa dos funcionários. Embora seja competência do executivo contratar (deveria ser por meio de concurso público) as gestoras escolares (como cargo de confiança que são) devem ser ouvidas nesse processo de contratação.

3 – Existe alguma sugestão de indicação para assumir a secretaria de Educação por parte da Asprolf?
Não.

4 – Qual o parecer da Asprof sobre esse início de ano letivo?

O ano letivo não começou bem. Sabemos que a PEC que congelou recursos para educação e saúde traz sérias complicações para os entes federados (estados e municípios). Esperávamos pelo precatório do fundef no valor de mais ou menos 100 milhões, o que ajudaria e muito a educação de Lauro de Freitas (os 40% do MDE). Mas faltou ao secretário de educação mais habilidade de gestão para evitar esse início de ano.

 

5 – A merenda escolar está nas escolas e mesmo assim, existem reclamações. Como explicar essa situação?

Temos um Conselho de Alimentação Escolar no município que deve fiscalizar essa situação.

 

6 – Como está sendo o acesso dos professores selecionados pelo Reda as escolas?

Houve um processo seletivo simplificado que está convocando os que foram selecionados. Esperamos mais celeridade. Porém, a bandeira da ASPROLF é por concurso público para esse ano ainda.

7 – Quais os pontos a Asprolf sugere que sejam abordados pela atual gestão nesse início de ano?

Melhoria nas condiçoes de trabalho dos trabalhadores em educação e melhoria na infraestrutura das unidades de ensino. Esperamos também pelo pagamento dos retroativos dos profissionais da educação que já avançaram na carreira.

 

8 – O professor Juvenal está sendo indicado pela maioria dos professores para assumir a secretaria. O que a Asprolf tem a dizer sobre essa possibilidade?

Como ja dito antes, ASPROLF como entidade sindical classista e apolítica não deve opinar sobre essa competencia do executivo.

9 – A Asprolf não deve opinar sobre a competência do executivo, mas e sobre a opinião dos professores?

São dois processos distintos. Enquanto entidade, a diretoria não está legitimada para colocar sua opinião. Mas se houver assembleia para ser ouvida, essa legitimação passa a existir.

 

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