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Educação e Família com Valderez Loiola

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Especial Workshop Mulher 50+ | Entrevista com Valderez Loiola:

“Educar é formar pessoas, inspirar transformações e acreditar que sempre é tempo de recomeçar”

 

A educação tem o poder de transformar vidas, desenvolver talentos e preparar crianças e jovens para um mundo em constante mudança. Mais do que transmitir conhecimento, educar significa formar cidadãos críticos, fortalecer valores e estimular o protagonismo de cada indivíduo.

Essa é a missão que acompanha a trajetória de Valderez Loiola, palestrante, escritora e profissional com sólida atuação na área educacional e em gestão de pessoas. Ao longo de sua carreira, tem dedicado seu conhecimento à formação humana, à liderança e ao desenvolvimento de competências que fazem a diferença dentro e fora da sala de aula.

Sua história também é marcada pela coragem. Após vencer GRANDES DESAFIOS, Valderez transformou a experiência em uma fonte ainda maior de fortalecimento pessoal e inspiração, reafirmando que os desafios podem impulsionar novos propósitos e uma atuação ainda mais comprometida com a valorização da vida e da educação.

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Palestrante do Workshop Mulher 50+ – Mulheres que Inspiram, Empreendem e Deixam Legado, Valderez levará uma reflexão sobre os novos modelos educacionais, os desafios enfrentados pelas famílias e o papel dos pais na construção de uma aprendizagem que respeite as necessidades de cada criança.

Nesta entrevista exclusiva para a Rede Sempre TV, ela fala sobre as transformações da educação, o crescente interesse pelo ensino personalizado, incluindo o homeschooling, e como famílias e escolas podem atuar de forma complementar na formação das novas gerações.

1. A educação mudou muito nos últimos anos. Quais são as principais transformações que a senhora observa na forma de ensinar e aprender?

Valderez Loiola:
A educação deixou de ser centrada apenas na transmissão de conteúdo para se tornar um processo de desenvolvimento humano. Hoje, sabemos, pela neurociência, que aprender não é apenas memorizar; é construir conexões, atribuir significado e desenvolver competências para a vida.

Vivemos uma geração hiperconectada, com excesso de informações e escassez de atenção. Isso exige que a escola vá além do ensino tradicional e forme seres humanos capazes de pensar, interpretar, criar, cooperar e resolver problemas. Ensinar hoje é compreender que cada cérebro aprende de maneira diferente e que a educação precisa respeitar essas singularidades.

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2. Muitos pais têm buscado modelos educacionais mais personalizados. O que explica esse movimento?

Valderez Loiola:
Os pais perceberam que seus filhos não são números, são pessoas. Cada criança possui uma forma única de aprender, um ritmo próprio, talentos, desafios e potencialidades.

Esse movimento nasce da compreensão de que personalizar não significa facilitar o aprendizado, mas torná-lo mais significativo. Quando respeitamos o desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental da criança, aumentamos o engajamento, fortalecemos sua autoestima e potencializam sua aprendizagem.

Acredito que a educação do futuro será cada vez mais personalizada, porque ela reconhece aquilo que sempre existiu: seres humanos são diferentes.

3. O homeschooling tem despertado grande interesse entre algumas famílias. Quais são os principais benefícios e desafios desse modelo de ensino?

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Valderez Loiola:
O homeschooling pode oferecer inúmeras vantagens quando existe preparo, organização e comprometimento da família. Entre os benefícios estão a personalização do ensino, a flexibilidade e a possibilidade de acompanhar mais de perto o desenvolvimento da criança.

Entretanto, também apresenta desafios importantes. Ensinar exige competência pedagógica, planejamento e intencionalidade. Além disso, a socialização precisa acontecer de forma saudável, porque aprender a conviver, respeitar diferenças e trabalhar em equipe também faz parte da formação humana.

Mais importante do que discutir qual modelo é melhor é compreender se aquele modelo atende às necessidades reais daquela criança e das famílias.

4. Independentemente do modelo educacional escolhido, qual deve ser o papel dos pais no processo de aprendizagem dos filhos?

Valderez Loiola:
Os pais são os primeiros educadores. A escola ensina conteúdos, mas a família forma valores, identidade, caráter e inteligência emocional.

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Nenhum método educacional substitui a presença, o diálogo, os limites, o exemplo e o vínculo afetivo.

A participação da família não significa fazer a tarefa pelo filho. Significa acompanhar, incentivar, escutar, orientar e demonstrar interesse genuíno pelo seu desenvolvimento. Crianças emocionalmente seguras aprendem melhor.

5. Como desenvolver autonomia, responsabilidade e pensamento crítico nas crianças em um mundo tão conectado às telas e às redes sociais?

Valderez Loiola:
Precisamos ensinar nossas crianças a governarem a tecnologia, e não serem governadas por ela.

Autonomia nasce quando permitimos que elas façam escolhas, assumam pequenas responsabilidades e compreendam as consequências de suas decisões.

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Pensamento crítico se desenvolve através do diálogo, da leitura, das perguntas e da reflexão. Não podemos entregar respostas prontas o tempo todo. Precisamos ensinar nossos filhos a pensar.

As telas podem ser ferramentas extraordinárias, desde que não substituam as relações humanas, as brincadeiras, a criatividade e o contato com o mundo real.

6. O desenvolvimento das competências socioemocionais é tão importante quanto o aprendizado dos conteúdos tradicionais? Por quê?

Valderez Loiola:
Sem dúvida.

Conhecimento técnico abre portas, mas inteligência emocional mantém essas portas abertas.

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Hoje sabemos que habilidades como autocontrole, empatia, comunicação, cooperação, resiliência e capacidade de resolver conflitos influenciam diretamente o desempenho acadêmico, profissional e pessoal.

A educação precisa formar pessoas emocionalmente saudáveis, porque um cérebro em sofrimento aprende menos. Não existe aprendizagem de excelência sem saúde emocional.

7. O que os pais devem observar na hora de escolher uma escola ou um modelo educacional para seus filhos?

Valderez Loiola:
O currículo invisível – Mais do que procurar a escola mais famosa, os pais devem procurar uma escola coerente com seus valores e comprometida com o desenvolvimento integral da criança.

É importante observar a proposta pedagógica, a formação dos professores, o ambiente emocional, o respeito às individualidades, a qualidade das relações humanas e a parceria com as famílias.

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Uma boa escola não forma apenas excelentes alunos. Forma excelentes seres humanos.

8. Como família e escola podem construir uma parceria que favoreça o desenvolvimento integral da criança?

Valderez Loiola:
Família e escola não devem competir; devem caminhar na mesma direção.

Quando existe diálogo, confiança e objetivos comuns, a criança percebe coerência entre aquilo que aprende em casa e aquilo que vivencia na escola.

Educar é uma responsabilidade compartilhada. Quando família e escola trabalham juntas, potencializam não apenas a aprendizagem, mas também a formação ética, emocional e social dessa criança.

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9. Sua trajetória é marcada pela superação e pela dedicação à educação. Que lições essa caminhada trouxe para sua vida pessoal e profissional?

Valderez Loiola:
A maior lição que aprendi é que a educação transforma destinos.

Minha caminhada me ensinou que o conhecimento tem valor quando produz transformação na vida das pessoas.

Também aprendi que ninguém cresce sozinho. Somos resultado das oportunidades que recebemos, das pessoas que acreditaram em nós e da coragem de continuar mesmo diante das dificuldades.

Por isso dedico minha vida a despertar potencialidades. Acredito profundamente que todo ser humano pode aprender, evoluir e reconstruir sua própria história quando encontra conhecimento, acolhimento e direção.

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10. Que mensagem a senhora deixa para pais, mães e educadores que desejam formar crianças mais preparadas para os desafios do século XXI?

Valderez Loiola:
Não preparem seus filhos apenas para passar em provas. Preparem-nos para a vida.

Ensinem seus filhos a pensar, a sentir, a respeitar, a cooperar, a perseverar e a cuidar de si e do outro.

O futuro não pertence às pessoas que acumulam mais informações. Pertence àquelas que sabem aprender continuamente (life long learning) adaptar-se às mudanças e construir relações saudáveis.

Educar é muito mais do que transmitir conhecimento. É despertar consciência, desenvolver caráter e formar seres humanos capazes de transformar o mundo. E essa é uma missão que começa dentro de casa, se fortalece na escola e se perpetua por toda a vida.

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