Limpurb coleta 2,3 mil toneladas de entulho por dia – saiba como descartar

 

Fotos: Jefferson Peixoto/Secom

A quantidade média de resíduos de construção civil (entulhos) coletados, diariamente, na capital baiana é de 2,3 mil toneladas, de acordo com a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb). O descarte irregular desse material eleva os riscos de acidentes para agentes de limpeza, além de provocar poluição visual, obstrução dos passeios públicos e até mesmo deslizamentos de terra, dentre outras situações.

“O período chuvoso persiste na cidade e é preciso que as pessoas compreendam que o descarte inapropriado de resíduos contribui diretamente para as ocorrências dos alagamentos, uma vez que acabam obstruindo canais e bueiros. Por isso, é necessário que a população colabore e denuncie essa conduta ilegal, através do telefone 156”, destaca o presidente da Limpurb, Omar Gordilho.

O gestor acrescenta que as multas para esse tipo de infração variam de R$106,31 a R$3.189,00 a depender da gravidade do caso. Até o primeiro semestre de 2022, foram aplicadas mais de 100 multas por descarte irregular de lixo e entulho em logradouros públicos.

“Os cidadãos podem levar os resíduos ao ecoponto mais próximo, sem necessidade de acionar a Limpurb”, informa a engenheira ambiental e sanitarista do órgão, Rosemary Mascarenhas. As estruturas funcionam no Itaigara, na Rua Wanderley de Pinho, s/n; e em Itapuã, na Rua Alto do Abaeté, s/n, de segunda-feira a sábado, das 7h às 17h. Os ecopontos recebem até 2 metros cúbicos de entulho por dia, o equivalente a cerca de 50 latas ou dez carrinhos de mão convencionais de obra.

Inservíveis – Outra situação que também traz prejuízos à cidade é o descarte irregular de materiais inservíveis. O educador físico Alfredo Gomes, 45, reside no Conjunto Residencial Colinas de Pituaçu e descreve como o descarte impróprio afeta a própria vida e a da vizinhança. “Além de camas e fogões despejados fora do local e horário adequados, o que enfeia a paisagem e atrapalha o tráfego de pessoas e veículos, já me deparei até com produtos hospitalares jogados na rua como lixo comum, o que é extremamente perigoso”, alertou.

Gomes ressalta que da última vez que teve que se desfazer de uma geladeira sem serventia, doou para um ferro velho. Os inservíveis, como vidro, plástico, papel, papelão e metal também podem ser levados a um ponto de entrega voluntária de materiais recicláveis de uma cooperativa, ou ainda de uma entidade privada do setor.

Uma opção prática é encaminhar esses materiais para uma das 11 unidades da Casa SO+MA espalhadas pela cidade. As estruturas funcionam de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h30, e aos sábados, das 9 às 12 horas, nos seguintes endereços: Assaí Mussurunga – Rua Professor Plínio Garcez de Sena, 1240; Big Bompreço Iguatemi – Avenida Antônio Carlos Magalhães, 3650; Cajazeiras – Campo da Pronaica – Cajazeiras X; Imbuí – Praça do Imbuí, Avenida Jorge Amado; Periperi – Praça da Revolução, s/n; Pituba – Praça Ana Lúcia Magalhães; Ribeira – Largo do Papagaio; Stella Maris – Praça de Stella Maris, Alameda Praia de Guaratuba, s/n; Comércio – próximo à Igreja de Nossa Senhora do Pilar; Itapuã – Prefeitura-bairro Itapuã/Ipitanga, Avenida Dorival Caymmi, 17; e Rio Vermelho – Vila Caramuru, Praça Caramuru, 2.

Neste caso, os recicláveis somam pontos, que são trocados por cursos, exames, alimentação básica, experiências, descontos em supermercado e outras vantagens.